quarta-feira, 25 de março de 2015

Sentir não é pecado, mas sim consentir

"Não é porque somos tentados que perdemos a graça de Deus. Sentir não é pecado, mas sim consentir. Não são os maus pensamentos que fazem perder a Deus, mas sim os maus consentimentos. “Mesmo carregado de grandes e molestas tentações, o homem pode ir a Deus, desde que sua razão e vontade não consintam nelas”, disse São João da Cruz. Os santos sofreram muitas tentações, por isso podem nos ensinar.
Nesse trecho a frase "Sentir não é pecado, mas sim consentir" vai de encontro com muitas situações que já passei no meu relacionamento. Existem momentos que somos absurdamente miseráveis. fracos e após cair ficamos transtornados e muito culpados. A linha é tênue entre reconhecer nossa pequenez, se arrepender de todo o coração e confiar na misericórdia de Deus e se desesperar, jogar tudo pro alto e dizer que "viver a castidade não é pra mim". Quando eu disse isso foi como um aperto no peito, falei com a maior dor. Graças a Deus eu tenho um namorado agraciado e mesmo quando caímos ele me ajuda muito. 
Acredito que o grande ponto em questão é o tentar, mesmo que por vezes isso pareça pouco ou não suficiente para se ter um namoro casto. Tentar a cada minuto, olhar, dia, palavra, momentos, temos que tentar a todo instante para que não caiamos no pecado. Cristo quer ver o nosso esforço e confiança na sua misericórdia. 
Maravilha, depois de algum tempo juntos irão entender o que o outro deseja e será mais fácil viver a castidade. Um grande erro, pois quanto mais intimidade, carinho, admiração e amor tempos pelo outro mais difícil e intrigante se torna viver a castidade. É claro que haverá uma ponderação que será o respeito um pelo outro quanto ao seu objetivo, mas com o convívio aumentando é natural que "o querer fazer o outro bem" passe o pensamento pelo sexo. Porém, não é isso que deve ser levado em conta no namoro. 
O desejo e vontade fazer o outro bem tem que ser revestido em conhecimento, respeito, espera....

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