"O namoro exige cuidados e atenções especiais, um tempo para a saudade e para a escuta do próprio coração; requer ver o outro olho no olho, mas como já disseram, “amar não é apenas olhar um para o outro, mas ambos para a mesma direção”. E a direção do amor deve ser a alegria, a partilha, o carinho, o respeito, a ternura, a paciência. Namoro é tempo de sonhar os grandes sonhos, de reconhecer e de aprender o que é amor e de se preparar para amar toda a vida."¹
Me chamou bastante atenção dois trechos desde comentário do Frei Yves Terral. O primeiro diz assim "amar não é apenas olhar um para o outro, mas ambos para a mesma direção”, consigo fazer uma relação com o que passamos esse fim de semana. Desde quinta 09/07 até domingo 12/07 estávamos trabalhando em um acampamento de inverno do Movimento Reino Christi. Ele me convidou para ajudar e eu sem pensar aceitei. Percebi como vamos crescendo dando passos juntos. Eu poderia ter recusado para não me cansar, afinal eu estava no final do semestre da faculdade e queria relaxar e descansar e não ficar em pé o dia todo fazendo comida e lavando louça. Porém acredito que sejam nessas horas, como foram em muitas que ele se dispôs assim, que nos desapegamos um pouco de "apenas olhar um para o outro" e passamos a "olhar os dois na mesma direção". Claro que tem um quê de gosto para ficar junto, mas acredito que seja o modo de olhar que faz a diferença, pois ficamos juntos e não ficamos. Senti que esse momento era importante para ele e quis ajudar, mesmo fazendo poucas coisas. Conseguimos nos desligar do nosso cotidiano e identificar o que podíamos ajudar e fomos com fé em Deus.
O outro trecho que me chamou a atenção foi "a direção do amor deve ser a alegria, a partilha, o carinho, o respeito, a ternura, a paciência". Neste fim de semana pude ver a alegria nele de uma forma diferente. Uma forma simples, pura e verdadeira como uma criança sorrindo pela manhã. Mesmo que conversa ou troca de palavras fossem por 10 segundos, conseguíamos entrar em sintonia e partilhar um pouco do que estávamos sentindo e o que íamos fazer. O carinho, respeito, ternura e paciência se intercalavam de uma forma, digamos engraçada. A forma que nos tratávamos tinha que ter uma postura diferente do nosso cotidiano, conforme o ambiente ia nos proporcionando fomos mudando o jeito de chamar o outro, nada de "amor", "princesa", "gatinho" ou coisas parecidas e sim pelos nossos nomes. De inicio era notório para as pessoas que estavam ao nosso redor, mas depois até um "Kroma" saia.
Em construção ....
¹http://www.comshalom.org/carta-aos-namorados/
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